Destaques Recentes

3 de junho de 2023

Virada no tempo da Região Sul do Brasil é prevista

Após alguns dias sem registro de precipitação na região sul do Brasil, uma frente-fria deve chegar na região entre os dias 10 e 11/06 e virar o tempo.

Chegada de temporal em Porto Alegre, RS | Via Twitter/@sitesortimento

O modelo 'GFS' enfatiza alguns acumulados até elevados, que apresenta risco de temporais, mas não tão abrangente sobre o estado no dia em questão; as chuvas se concentrariam apenas no centro-sul em (11/06), como mostra a imagem:

Precipitação prevista em 24h (11/06) | GFS/Meteologix

No dia (12/06), é notável que as chuvas devem avançar mais ao norte, chegando já no estado de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná, com chuvas mais concentradas no litoral norte do RS.

Precipitação prevista em 24h (12/06) | GFS/Meteologix

No dia (13/06), a atenção deve aumentar; chuvas ganham intensidade entre o norte do RS e grande parte do estado do PR, com altas chances de temporais nessas áreas.

Precipitação prevista em 24h (13/06) | GFS/Meteologix

Entre os dias (11 e 19/06), os volumes esperados são expressivos, com potencial para alagamentos e deslizamentos de terra. Os maiores volumes variam entre 100 e 300 mm neste período.

Precipitação prevista até (19/06) | GFS/Meteologix

2 de junho de 2023

Japão já registra +400 mm/24h e chuva ainda segue volumosa

A chegada de uma Frente-Fria no país, combinado com a chegada do Tufão Mawar, atualmente classificado como 'Tempestade Tropical', provoca chuvas excepcionais em diversas áreas do japão.
 
Combinação da frente-fria e tufão causa chuva excepcional no Japão | NOAA

Um grande volume massivo de precipitação, está sendo despejado pela Frente-Fria estacionária com influência da Tempestade Tropical Mawar, centrada ainda ao sul do Japão. Valores entre 200, 300 e até 400 mm, são encontrados em diversos pontos, generalizadamente no sudeste do país, chegando até a Grande Tóquio.

Valores de precipitação em 24h no Japão | JMA

Alguns pontos já estão prestes a superar a marca dos 500 mm nas últimas 24 horas, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão

Valores de precipitação em 24h no Japão | JMA

A previsão da continuidade das chuvas segue, e giram em torno de 300 - 400 mm nas próximas horas, ameaçando ainda mais a população de áreas de riscos.

Previsão ainda é de chuvas excepcionais no Japão | ECMWF/Meteologix

20 de março de 2023

Região Nordeste do Brasil generaliza acumulados de 100 mm na última semana

Há cerca de 1 semana, sistemas como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) e um Cavado seguiram provocando fortes temporais em diversas áreas do Nordeste, do sertão a partes do litoral da região.

Chuva chegando em Belém do Piauí (PI) | Adeildo

No Maranhão, os maiores acumulados chegam a superar os '300 mm' nos últimos 7 dias (até 19/03), como na cidade de Olinda Nova do Maranhão, com 338.2 mm e Lago da Pedra, com 311 mm. Acumulados generalizados de 100 mm também foram registrados em todos os demais pontos do estado; vários pontos também registraram mais de 200 mm, como nas cidades de Pindaré Mirim (288 mm), São Luís (246 mm), Buriticupu (235.6 mm), Imperatriz (227.2 mm), Jatobá (215 mm), Bela Vista do Maranhão (210.8 mm).

No Piauí, a carência de pluviométricos não nos permite saber a real abrangência das chuvas sob o estado, mas com o pouco disponível, é possível observar que fortes chuvas ocorreram no extremo oeste; União registrou 157.8 mm nos últimos 10 dias. No litoral, Cajueiro da Praia registrou 142 mm no mesmo período. No sudoeste do estado, 121.6 mm foram registrados na cidade de Uruçuí. No centro-leste, 79 mm chegaram a ser registrados na cidade de Jaicós.

No Ceará, os maiores acumulados foram registrados no centro-norte do estado e um dos volumes mais expressivos foram registrados na capital 'Fortaleza', com 155.6 mm nos últimos 7 dias (até 19/03). Senador Pompeu registrou o maior volume do estado dentro do mesmo período, com 172.5 mm. Algum dos demais volumes se destacam os 160.5 mm em Sobral, 159 mm em Madalena e 147.4 em Vicosa do Ceará. Um deslizamento de terra chegou a ser registrado em Aratuba, na região serrana ainda no centro-norte do estado, deixando 3 vítimas fatais.

Deslizamento deixa 3 vítimas fatais no CE | Joerly Vítor

No Rio Grande do Norte, acumulados superiores a 100 mm foram contabilizados do sertão ao litoral nos últimos 7 dias (até 19/03). A capital 'Natal' registrou o maior acumulado do estado (131.8 mm) de acordo com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). 136.6 mm em Macau, 126 mm em Baía Formosa, 119 mm em Apodi e 105 mm em Açu são valores destaques.

Na Paraíba, diversos pontos do interior do estado registraram valores superiores a 100 mm. Entre eles, os destaques são; 187.2 mm em São Bento, 106.6 mm em Coremas, 105.4 mm em Patos, 100.2 mm em Santana dos Garrotes, 92.2 mm em Juazeirinho e 89.8 mm em Soledade.

Em Pernambuco, cenas de enxurradas foram registradas principalmente nos últimos dias, quando um forte temporal de 100 mm atingiu a cidade de Santa Cruz do Capibaribe (em 18/03), totalizando 119.6 mm nos últimos 10 dias e outro temporal de 85 mm (em 18/03) na cidade de Caruaru. Acumulados expressivos estão espalhados no estado; no litoral, a cidade de São José da Coroa Grande registrou 185.9 mm e Barreiros atingiu os 153.4 mm nos últimos 10 dias. No sertão, Serra Talhada se destaca com seus 175.4 mm registrados, seguido de 168.2 mm em Triunfo, 150.3 mm em Santa Cruz da Baixa Verde e 140.8 mm em Ipubi.

Em Alagoas, o maior volume registrado do estado foi em Maripueira, no litoral do estado, com um total de 115.6 mm nos últimos 7 dias (até 19/03).

No estado da Bahia, a Região Metropolitana de Salvador foi a região que mais choveu e registrou volumes mais expressivos no estado. Na capital 'Salvador', 156.2 mm chegaram a ser contabilizados. Outros volumes destaques foram: 136 mm em Candeias, 129 mm em Lauro de Freitas, 127 mm em Simões Filho, 116 mm em São Felix nos últimos 10 dias. Mais ao sul, Valença chegou a registrar 111.3 mm, 94.2 mm em Maraú e 84.2 mm em Igrapiúna no mesmo período.

Chuvas devem seguir na Região Nordeste | ECMWF/Meteorogix

Previsão: Nas próximas 96 horas ainda é esperado bons acumulado no interior da região e um possível aumento de umidade na faixa leste, que compreende principalmente áreas entre PE e recôncavo baiano, mas os modelos divergem e a previsibilidade fica em torno dos 70% em relação as chuvas previstas na faixa leste nordestina. Valores entre 30 e 60 mm são projetados em diversas partes da região. Vale ressaltar os possíveis eventos de 100 mm que podem ocorrer no período em questão nas áreas como o centro-leste do PI, sul do CE e sertão da PB.

11 de março de 2023

Relatório 2022; 17 capitais atingiram a média de precipitação anual, 2 ficaram muito distantes

Igualando literalmente com o ano de 2021, o ano de 2022 teve o mesmo número de capitais com médias de precipitações anuais atingidas, com um total de 17. Porém, enquanto em 2021 ocorreu um grande déficit em praticamente todas as capitais que não atingiram a média, em 2022, muitas ficaram próximas, sendo assim, podemos dizer que, no geral, o ano passado foi um bom ano de chuvas nas capitais do país e região.

Ilustrativa | Kim Jinhong

No região sul, 2 das 3 capitais atingiram a média de precipitação anual, são elas: Florianópolis, com um desvio positivo de (+21,1 %) com um total de 2.138,3 mm acumulados; e Curitiba, com um desvio positivo de (+2,5 %) e 1.671.6 mm acumulados. Porto Alegre fechou o ano como a única capital da região sul a não atingir a média anual de precipitação, ficando até longe de atingir, com um total de 1.311,7 mm, o que representa um déficit de (-12,2 %), sendo o segundo ano seguido sem atingir a própria média anual de precipitação.

Na região sudeste, 3 das 4 capitais tiveram déficit no acumulado de precipitação anual em 2022, são elas; São Paulo, com um déficit de (-0,6 %) "1.639,1 mm"; Rio de Janeiro, com déficit de (-13.3 %) "1.084,4 mm"; e Vitória, com o desvio negativo de (-15,9 %) "1.164,1 mm". Belo Horizonte foi a única capital da região a fechar o ano com desvio positivo na região, com (+22,6 %) que corresponde a 1.934,9 mm acumulados.

Na região centro-oeste, apenas Campo Grande atingiu a média anual de precipitação, com um desvio de (+14,9 %) e "1.672,6 mm" acumulados. Goiânia foi a capital que fechou com o menor déficit da região, com (-1,4 %) e "1.588,7 mm". Brasília foi a segunda capital com o maior déficit de precipitação anual do país em 2022, com (-20,5 %) e "1.176,2 mm"; Cuiabá vem logo em seguida, como a terceira capital do país com o maior déficit na sua precipitação anual (-17,3 %) e "1.253,2 mm" acumulados.

Na região norte, 2 das 7 capitais não chegaram a atingir a média de precipitação anual, uma delas com o destaque de maior déficit entre as capitais do país, título concedido a Rio Branco, com apenas um total de "817,2 mm" acumulados durante todo o ano, diante de uma média de 2.010,6 mm, que corresponde a um desvio de incríveis (-59,4 %); por outro lado, Palmas também fechou com déficit, mas chega a ser uma das menores do país, com (-0,7 %) e "1.736,9 mm", se assemelhando a Porto Velho que ficou com o menor déficit do país entre as capitais (-0,1 %) e "2.253,8 mm" acumulados. Boa Vista ficou com o maior desvio positivo da região, com (+28,2 %) e "2.248,7 mm" acumulados; Manaus fechou 2022 com um total de "2.504,2 mm", correspondendo a um desvio positivo de (+6,0 %); em Belém, "3.454,7 mm" foram contabilizados, correspondendo ao desvio positivo de (+4,4 %); Macapá ficou com o menor desvio positivo da região, com um total de "2.549,4 mm" (+0,9 %).

Na região nordeste, todas as capitais fecharam o ano com chuvas acima da média e se destacam como a única região do país que todas as capitais atingiram a média anual de precipitação em '2022', além de deter os 4 maiores desvios positivos do país e 9 dos 17 desvios positivos. O maior destaque ficou com a capital alagoana 'Maceió', com um desvio de (+60,5 %), a maior do país, após ter registrado "2.902,7 mm"; o segundo maior desvio positivo do país, ficou com Teresina, a capital piauiense chegou a atingir sua própria média anual de "1.329,3 mm" ainda no 4° mês do ano (abril), fechando 2022 com "2.063,4 mm", correspondendo ao desvio de (+55,2 %); o terceiro maior desvio do país foi de (+42,0 %) em João Pessoa, com o acúmulo total de "2.609,3 mm"; o quarto maior desvio positivo do país ficou com Aracaju, (+38.5 %) "1.646,8 mm" acumulados; Natal registrou um desvio de (+26,3 %) com "2.136,2 mm" acumulados, é o quinto maior desvio da região; Recife registrou um acumulado total de "2.702,1 mm", correspondendo ao desvio de (+25,4 %); em São Luís, o acumulado total de '2022' ficou em "2.442,2 mm", desvio de (+15,4 %); Fortaleza teve o penúltimo maior desvio da região após registrar "1.754,9 mm" em 2022, com um desvio de (+10,8 %) e se assemelha ao desvio registrado em Salvador de (+10,3 %), com "2.021,4 mm" acumulados.

Em uma breve comparação com 2021, as únicas capitais que não bateram a média sem grande déficit, foram: Aracaju (-3,7 %); Campo Grande (-7,4 %) e João Pessoa (-7,6 %), as demais ficaram com déficits superiores a (-14 %). Você pode conferir o acúmulo total das capitais do Brasil em 2021 clicando aqui.

Veja o ranking das capitais brasileiras por acúmulo de precipitação em 24 horas no ano de 2022:

  1. Florianópolis - SC: (20/12) - 207 mm (Inmet)
  2. Recife - PE: (28/05) - 190 mm (Apac)
  3. Belo Horizonte - MG: (09/01) - 126.8 mm (Inmet)
  4. Rio de Janeiro - RJ: (21/03) - 125.6 mm (Inmet)
  5. Boa Vista - RR: (03/12) - 122.6 mm (Inmet)
  6. João Pessoa - PB: (21/05) - 122.6 mm (Inmet)
  7. Manaus - AM: (01/12) - 120.8 mm (Inmet)
  8. Natal - RN: (06/03) - 119.1 mm (Inmet)
  9. Cuiabá - MT: (14/03) - 115.2 mm (Inmet)
  10. Salvador - BA: (18/04) - 106.3 mm (Inmet)
  11. Campo Grande - MS (12/03) - 106.2 mm (Inmet)
  12. Palmas - TO: (04/12) - 104.4 mm (Inmet)
  13. Curitiba - PR: (05/03) - 103 mm (Inmet)
  14. Fortaleza - CE: (02/06) - 101.9 mm (Inmet)
  15. Teresina - PI: (01/01) - 101.8 mm (Inmet)
  16. Maceió - AL: (26/05) - 101.4 mm (Inmet)
  17. Boa Vista - RR: (18/05) - 98.9 mm (Inmet)
  18. Belém - PA: (29/03) - 97.8 mm (Inmet)
  19. Porto Velho - RO: (20/02) - 96.4 mm (Inmet)
  20. Macapá - AP: (22/04) - 95.6 mm (Inmet)
  21. Vitória - ES: (25/11) - 94.8 mm (Inmet)
  22. São Luís - MA: (23/12) - 94.6 mm (Inmet)
  23. Brasília - DF: (16/11) - 89.2 mm (Inmet)
  24. Goiânia - GO: (17/02) - 86.2 mm (Inmet)
  25. Porto Alegre - RS: (27/01) - 70.7 mm (Inmet)
  26. Aracaju - SE: (30/11) - 59.4 mm (Inmet) 
  27. São Paulo - SP: (16/03) - 54 mm (Inmet)
Obs: Em Aracaju - SE, os dados estão ausentes entre janeiro e agosto.

Veja o ranking das capitais brasileiras por acúmulo de precipitação mensal no ano de 2022:

  1. Recife - PE: (maio) - 686.4 mm (Apac)
  2. São Luís - MA: (março) - 664.1 mm (Inmet)
  3. João Pessoa - PB: (maio) - 654.2 mm (Inmet)
  4. Porto Velho - RO: (fevereiro) - 625.6 mm (Inmet)
  5. Natal - RN: (julho) - 601.3 mm (Inmet)
  6. Maceió - AL: (maio) - 579 mm (Inmet)
  7. Belo Horizonte - MG: (janeiro) - 528.2 mm (Inmet)
  8. Belém - PA: (março) - 527.4 mm (Inmet)
  9. Macapá - AP: (abril) - 495.2 mm (Inmet)
  10. Florianópolis - SC: (dezembro) - 477 mm (Inmet)
  11. Palmas - TO: (março) - 457.7 mm (Inmet)
  12. Manaus - AM: (abril) - 454.3 mm (Inmet)
  13. Fortaleza - CE: (março) - 450.7 mm (Inmet)
  14. Boa Vista - RR: (maio) - 449.6 mm (Inmet)
  15. Teresina - PI: (março) - 447.2 mm (Inmet)
  16. Goiânia - GO: (dezembro) - 443.2 mm (Inmet)
  17. Salvador - BA: (abril) - 420.9 mm (Inmet)
  18. Rio Branco - AC: (dezembro) - 417.3 mm (Inmet) 
  19. Vitória - ES: (novembro) - 397.2 mm (Inmet)
  20. Cuiabá - MT: (março) - 396 mm (Inmet)
  21. Brasília - DF: (novembro) - 380.7 mm (Inmet)
  22. São Paulo - SP: (janeiro) - 357.2 mm (Inmet)
  23. Curitiba - PR: (janeiro) - 274 mm (Inmet)
  24. Aracaju - SE: (junho) - 264.8 mm (Cemaden)
  25. Campo Grande - MS: (março) - 211 mm (Inmet)
  26. Rio de Janeiro - RJ: (abril) - 208.6 mm (Inmet)
  27. Porto Alegre - RS: (janeiro) - 194.1 mm (Inmet)
Obs: Em Aracaju - SE, os dados estão ausentes entre janeiro e agosto.

Veja o ranking das capitais brasileiras por temperatura máxima no ano de 2022:

  1. Palmas - TO: (15/09) - 41.4℃ (Inmet)
  2. Boa Vista - RR: (14/02) - 40.7℃ (Inmet)
  3. Cuiabá - MT: (21/09) - 40.6℃ (Inmet)
  4. Porto Alegre - RS: (16/01) - 40.1℃ (Inmet)
  5. Goiânia - GO: (13/09) - 39.5°C (Inmet)
  6. Rio Branco - AC: (26/09) - 39.8℃ (Inmet)
  7. Teresina - PI: (22/10) - 38.7°C (Inmet)
  8. Porto Velho - RO: (21/09) - 38.6℃ (Inmet)
  9. Manaus - AM: (25/09) - 38.3℃ (Inmet)
  10. Rio de Janeiro - RJ: (18/01-18/03) - 38.2°C (Inmet)
  11. Vitória - ES: (01/02) - 37.4℃ (Inmet)
  12. Belém - PA: (29/10) - 36.1℃ (Inmet)
  13. Macapá - AP: (30/08) - 35.6℃ (Inmet)
  14. Belo Horizonte: (14/09) - 35.4℃ (Inmet)
  15. Campo Grande - MS: (19/11) - 35.1°C (Inmet)
  16. Maceió - AL: (19/02) - 35°C (Inmet)
  17. Florianópolis - SC: (18/01-05/02) - 34.8°C (Inmet)
  18. Fortaleza - CE: (30/08) - 34.2℃ (Inmet)
  19. São Paulo - SP: (27/10) - 34.1℃ (Inmet)
  20. Brasília - DF: (13/09) - 33.9℃ (Inmet)
  21. São Luís - MA: (06/09) - 33.7℃ (Inmet)
  22. Salvador - BA: (08/01-09/02) - 33.6°C (Inmet)
  23. João Pessoa - PB: (11/02) - 33.5℃ (Inmet)
  24. Curitiba - PR: (23/01) - 33.3°C (Inmet)
  25. Natal - RN: (01/03) - 31.9℃ (Inmet)
  26. Recife - PE: (12, 13, 14/02) - 31.4°C (Aeroporto)
  27. Aracaju - SE: (xx/xx) - (Sem dados)
Veja o ranking das capitais brasileiras por temperatura mínima no ano de 2022:

  1. Curitiba - PR: (20/05) - 1.0℃ (Aeroporto)
  2. Porto Alegre - RS: (19/06) - 3.4℃ (Inmet)
  3. Brasília - DF: (19/05) - 4.9℃ (Inmet)
  4. Campo Grande - MS: (18, 19/05) - 5.0℃ (Aeroporto)
  5. Goiânia - GO: (19/05) - 5.0℃ (Aeroporto)
  6. Florianópolis - SC: (12/06) - 5.5℃ (Aeroporto)
  7. São Paulo - SP: (18/05) - 6.6℃ (Inmet)
  8. Cuiabá - MT: (19/05) - 7.0℃ (Inmet)
  9. Belo Horizonte - MG: (19/05) - 7.6℃ (Inmet)
  10. Rio de Janeiro - RJ: (01/09) - 10.7℃ (Inmet)
  11. Rio Branco - AC: (20/08) - 12.1℃ (Inmet)
  12. Porto Velho - RO: (20/05) - 14.6℃ (Aeroporto)
  13. Vitória - ES: (19, 20/05) - 15.4℃ (Inmet)
  14. Palmas - TO: (19/05) -16.1℃ (Inmet)
  15. Teresina - PI: (27/08) - 17.7℃ (Inmet)
  16. Salvador - BA: (31/08) - 19.3℃ (Inmet)
  17. João Pessoa - PB: (01/07) - 20.0℃ (Inmet)
  18. Natal - RN: (16/08) - 20.7℃ (Inmet)
  19. Recife - PE: (23/06-26/07) - 20.7℃ (Aeroporto)
  20. Belém - PA: (24/05) - 21.1℃ (Inmet)
  21. Boa Vista - RR: (19/05) - 21.2℃ (Inmet)
  22. Macapá - AP: (12/07) - 21.3℃ (Inmet)
  23. São Luís - MA: (19/03) - 21.3℃ (Inmet)
  24. Fortaleza - CE: (16/08) - 21.5℃ (Inmet)
  25. Manaus - AM: (22/06) - 22.4℃ (Inmet)
  26. Maceió - AL: (02/09) - 18.6℃ (Aeroporto)
  27. Aracaju - SE: (xx/xx) - xx℃ (Sem dados)

2022 foi marcado por eventos de chuvas volumosas mortais em 3 regiões do Brasil; no sudeste, um temporal que chegou a despejar 110 mm em um período de apenas '1 hora e 10 minutos' no dia 15 de fevereiro, deixou mais de 233 mortes e ainda, dezenas de desparecidos que não foram mais encontrados até hoje, após um grande deslizamento de terra na cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Precipitação em Quitandinha (Petrópolis-RJ) | Dados: Cemaden

 Há pouco mais de um mês, em 20 de março, um outro forte temporal atingiu a mesma região, 66 mm chegou a ser registrado em 1 hora, mas a chuva foi bem mais volumosa em Petrópolis e chegou a totalizar mais de 200 mm generalizados apenas no dia 20 de março; 242,6 mm na estação pluviométrica identificada como "Araruama/Quitandinha", 239,6 mm em "Indepêndencia2" e 227.5 mm em "Rua Amazonas/Quitandinha", todas na cidade de Petrópolis, deixando 5 novas vítimas fatais.

Araruama (Petrópolis-RJ) registra 60 mm em 1 hora | Dados: Cemaden

Na região nordeste, chuvas volumosas deixaram mais de 100 vítimas fatais na Região Metropolitana do Recife em maio, durante uma semana que sem dúvidas, está entre as mais chuvosas da história já registrada na região. Em 25 de maio, a primeira chuva intensa foi registrada na região, o volume chegou a atingir 200 mm na cidade de Olinda; na cidade do Recife, valores entre 110 e 190 mm foram registrados em diversos pontos da cidade; Jaboatão dos Guararapes chegou a registrar 158 mm, causando diversos alagamentos e as primeiras vítimas fatais das chuvas foi registrada já neste dia na região, em Olinda, uma barreira deslizou e deixou 5 pessoas feridas. Outros grandes volumes de chuva foram registrados em: (169.4 mm) em São Lourenço da Mata, (167.6 mm) em Paulista,  (156.1 mm) em Camaragibe, (152.3 mm) em Abreu e Lima, (128,8 mm) no Cabo de Santo Agostinho e (121 mm) em Ipojuca.

Ibura (Recife-PE) registra 532,1 mm em 1 semana | Dados: Cemaden

Com a região bastante úmida e moradores da região contabilizando os problemas, o pior ainda estava por vir; ainda na mesma semana (28/05), um novo Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) atingiu a região e a chuva veio ainda mais volumosa e generalizada. Chuvas distribuíram 200 mm nas áreas mais populosas com o maior número de áreas de riscos da Região Metropolitana do Recife; entre a capital e o município vizinho 'Jaboatão dos Guararapes', um deslizamento massivo de terra deixou dezenas de desaparecidos que, mais tarde, se somaria ao total de 128 vítimas fatais na região e fizeram com que 31 municípios decretassem situação de emergência. A região fechou o mês de maio com volumes totais de precipitação que varia entre 500 e 700 mm, sendo o maior volume, em Jaboatão dos Guararapes com 788.9 mm.

Chuvas caem generalizadas na Grande Recife | Dados: Cemaden

Na região sul, movimentações atmosféricas envolvendo um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), fez com que um fluxo intenso de umidade marítima fosse direcionada para o litoral geograficamente propício para extremos de precipitações no Paraná e Santa Catarina a partir do dia 27 de novembro; apenas neste dia, volume chegou a 239.4 mm na região, em Morro da Igreja (SC) e mais de 100 mm generalizados por toda a faixa litorânea de SC. No dia seguinte (28/11), a chuva deu uma trégua, mas logo retornou no dia seguinte, despejando mais de 100 mm novamente em parte do litoral sul de SC e leste do Paraná, seguindo pelo dia (29/11), mas com menos intensidade; chuva de 84 mm atingiu a região de Morro da Igreja (SC) e 40 mm na Grande Florianópolis. No dia (30/11), a chuva ganhou bastante intensidade e valores extremos caíram de forma generalizadas em grande parte do leste do estado de SC e seguia no leste do Paraná; valores chegaram próximos de 500 mm em 72 horas na região e alguns dos maiores volumes nesse período foi; Pomerode, SC (491 mm), Corupá, SC (420 mm), Gaspar, SC (297 mm), Jaraguá do Sul, SC (281 mm), Antônia, PR (239 mm), Campina Grande do Sul, PR (216 mm), Morretes, PR (152 mm). 

Deslizamento atinge diversos veículos em Guaratuba (PR) | Corpo de Bombeiros/AFP

Essas chuvas causaram um grande deslizamento massivo em uma importante trecho da BR-376 ainda no dia (28/11) na cidade de Guaratuba (PR), atingindo 15 carros e seis caminhões, deixando vítimas fatais e dezenas de desaparecidos. Na Grande Florianópolis, graves inundações também foram registradas por moradores, bairros ficaram completamente inundados. 

Dezenove dias depois, após a configuração de um cavado meteorológico na região, no dia (18/12), a posição de um sistema de alta pressão atmosférica estava perfeitamente favorável em alto mar para direcionar a umidade oceânica para a região de SC, repetindo o mesmo cenário que ocorreu no final de novembro. Mas esse evento foi ainda mais intenso, pois o cavado é um dos principais sistemas meteorológicos indutores de instabilidades do país e recebeu ainda mais fluxo de umidade em relação ao evento anterior, resultando em chuvas mais volumosas novamente no litoral de SC; chuvas de 100 mm já chegou a ser registrado no município de São Pedro de Alcântara já no dia (19/12), precedendo a grande acúmulo que viria no dia seguinte (20/12), quando valores entre 180 e 270 mm caíram de forma generalizada entre o litoral norte e a Grande Florianópolis: Itajaí (276 mm), Balneário Camboriú (274 mm), Piçarras (254 mm), Governador Celso Ramos (237 mm), Palhoça (212 mm), Penha (229 mm), São José (194 mm), Florianópolis (193 mm).

Balneário Camboriú (SC) registra graves enchentes | Matheus Paz

Balneário Camboriú (SC) foi onde a chuva caiu mais generalizada, os 4 cantos da cidade (zona leste, oeste, norte e sul) registraram precipitações acima de 200 mm em 24 horas no dia 20 de dezembro; zona norte (274 mm), zona leste (227 mm), zona oeste (244 mm) e zona sul (225 mm). O mês de dezembro fechou como o mais chuvoso do ano em diversos municípios da região, alguns volumes se destacam como os (658 mm) em São José, (644 mm) em Garuva, (640 mm) em Governador Celso Ramos, (608 mm) em Itajaí, (568 mm) em Balneário Camboriú, (567 mm) em Tijucas, (565 mm) em Palhoça e (545 mm) em Florianópolis  — mostram dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

E esse foi o relatório de 2022, expondo extremos das capitais das principais variáveis meteorológicas e chuvas marcantes que ocorreram no país no ano de referência, com dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Aeroportos e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

19 de fevereiro de 2023

Chuva excepcional deixa cenário de destruição em cidades do litoral norte de SP

Com volumes excepcionais, cidades do litoral norte de São Paulo como Bertioga, São Sebastião e Guarujá sofrem com deslizamentos, enchentes e interdição de vias após registro de quase 700 mm em menos de 24 horas, revelam dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Asfalto cede em Ilhabela, SP | Prefeitura de Ilhabela

Em Bertioga, no momento em que esta matéria estava sendo criada, o acumulado chegava a incríveis (682 mm) em 24 horas; 647.54 mm em apenas "12 horas". Para se ter uma ideia da proporção desse volume, a média de precipitação de fevereiro da cidade de São Paulo é de 257 mm — de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

São Sebastião foi a 2° cidade mais atingida pelas chuvas, com um total de 627.5 mm em 24 horas, 582 mm em apenas 10 horas; no mesmo equipamento, foram registrados 103 mm em 1 hora.

Chuva em 24h (São Sebastião, SP) | Cemaden

Guarujá é uma das 3 cidades mais atingidas, tendo registrado 395.6 mm em 24 horas, um alto volume mesmo após ter ficado fora do ar no início do temporal e retornando 4 horas depois.

Veja os 5 maiores volumes (das últimas 24h) no estado de São Paulo, até 13h do (19/02):

Bertioga - 682.76 mm
São Sebastião - 627.5 mm
Guarujá - 395.6 mm
Ilhabela - 337.27 mm
Ubatuba - 335.05 mm


Preisão do tempo:
Não há chances de chuvas volumosas nas áreas atingidas nas próximas horas, mas, algumas pancadas que podem ser fortes, seguirão ocorrendo e de forma mais isolada, o que segue preocupando, visto que a área está bastante úmida. As áreas de instabilidades seguirão rumo ao litoral sul de SP pelas próximas horas, volumes acima de 100 mm podem ser registrados, mostram simulações.

Chuva avança para o litoral sul de SP | ECMWF/Meteorogix

17 de fevereiro de 2023

Ponta Porã, no MS bate recorde e registra chuva histórica em 24 horas

Com chuva volumosa, Ponta Porã, município do Mato Grosso do Sul que faz divisa com o Paraguai, registrou precipitação recorde para o período de (24 horas) entre a última quinta-feira (16/02) e sexta-feira (17/02); um volume de incríveis 240 mm foram registrados na cidade, quebrando o recorde de 172,8 mm do dia 28 de fevereiro de 2008, mostram dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

Área de instabilidade é persistente no MS, revela radar | Rainviewer

Quando se trata de volumes horários, os valores também impressionam; às 00h do dia (17/02), o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais — (CEMADEN) registrou 59,6 mm, 150,4 mm em um total de 4 horas (entre às 22h do dia 16/02 e 01h do dia 17/02). Nas últimas 48 horas (até às 06h do dia 17/02), outro temporal também já havia sido registrado, o que já totaliza um volume de 325,6 mm, quando a média do mês inteiro é de 221,6 mm.


Previsão:
A chuva dará trégua nas próximas horas em toda a região com a chegada de um sistema de alta pressão; os temporais retornam somente a partir do dia (20/02) com mudança de tempo já no dia (19/02), toda a região estará sujeita a fortes chuvas com até alguns acumulados expressivos em pontos isolados de acordo com as últimas simulações meteorológicas.

Temporais retornam em (20/02) no MS | Amantes do Tempo/ECMWF-Meteologix

8 de fevereiro de 2023

Grandes incêndios florestais já duram 1 semana no Chile e satélite capta

Uma onda de calor combinado a fortes ventos e tempo seco, resultou em um grande incêndio florestal, que atinge uma grande área do centro-sul do Chile, desde o dia (02/02) e já duram 1 semana. 

Incêndios florestais no Chile são captados por satélites | Nasa

Centenas de casas já foram destruídas até o momento e as chamas já devastaram mais de 294 mil hectares; regiões de Biobío e Araucanía foram as mais atingidas. Com temperaturas que superam os 40℃ na região com os ventos quentes soprados da Argentina pelas encostas dos Andes, conhecido como 'ventos Puelche', contribuem para o agravamento da situação que segue muito preocupante. A OMM, Organização Mundial da Meteorologia fala em 'mega seca de 13 anos', e já compromete reservatórios preparados para situações similares na região central do país; é a pior estiagem em 1 milênio.

Satélite registra chamas no Chile | Via Zoom Earth

Fontes falam em dezenas de vítimas fatais enquanto o ar poluído toma conta de áreas que vão além dos focos de incêndios; centenas de bombeiras e (brigadas também da Espanha, México e Argentina) trabalham em combate as chamas em pontos onde há a maioria das plantações florestais com a ajuda de aviões e helicópteros, tentando evitar que mais regiões sejam devastadas.

2 de fevereiro de 2023

Tempestade de gelo deixa mortos e meio milhão de pessoas sem eletricidade nos EUA

Entre a última quarta-feira (01/02) e quinta-feira (02/02), uma grande tempestade de gelo varreu áreas de Oklahoma, Tennessee, Arkansas e Texas, estados localizados no meio-oeste dos Estados Unidos; Cerca de meio milhão de pessoas tiveram quedas de energia em consequência da tempestade. 

Nas imagens feitas por internautas, é possível observar árvores que caíram com a força dos ventos; algumas árvores chegaram a se partir e cair mesmo após o fim da tempestade, devido ao acúmulo de gelo entre os galhos. 

Galhos desabam sobre estacionamento em Austin, no Texas | Xaier

Há ao menos 10 mortes relatadas e confirmadas até o momento; afirma o Weather Underground. 7 somente no Texas, 2 em Oklahoma e 1 no Arkansas.

Em Dallas, centenas de voos foram cancelados e escolas foram fechadas; no Texas, os relatos de quedas de energia segue subindo, visto que árvores ainda seguem não suportando o peso do gelo acumulado e acaba atingindo a rede elétrica. Centenas de pessoas estão sendo expostas ao frio congelante do inverno americano. Confira imagens logo abaixo:

31 de dezembro de 2022

Virada do ano tem previsão de chuva em todas as regiões do Brasil

A queima de fogos na chegada de 2023 promete ser com chuva em pelo menos algum ponto de todas as regiões do país, há também risco de temporais com acumulados expressivos em um curto período de tempo, veja;

Imagem ilustrativa | Genaro Servín

Região Sul: É a região com a menor probabilidade, mas ela existe, no extremo leste de SC e PR, há chances de pancadas rápidas e isoladas, mas nada que possa impedir a comemoração a céu aberto.

Região Sudeste: Pancadas de chuvas locais devem se concentrar no centro-sul de MG, é onde há maior chance de ocorrer e devem ser fortes. Pontos isolados principalmente, da região serrana do RJ e litoral do ES também devem registrar precipitações, mas serão mais fracas em relação ao sul de MG; noroeste de SP também devem registrar pancadas isoladas. 

Avisos meteorológicos para a queima de fogos da virada de 2022/2023 | Amantes do Tempo/ © OpenMapTiles © OpenStreetMap contributors

Região Centro-oeste: Toda a região tem chance de registrar precipitações, e podem ser fortes em alguns pontos, como no sul de GO.

Região Norte: Pancadas localmente fortes podem ocorrer em toda a região, mas caem em forma de temporais na parte mais ao sul e meio-oeste, com risco de acumulado expressivo em um curto período de tempo. 

Projeção meteorológica de precipitação para a queima de fogos da virada de 2022/2023 | Amantes do Tempo/GFS-Meteologix

15 de dezembro de 2022

A 15 dias para o fim do ano, Florianópolis e Curitiba atingem a média de precipitação anual

Nos acréscimos! Curitiba e Florianópolis, capitais dos estados de PR e SC, respectivamente, atingem a média de precipitação anual e se junta ao grupo das demais 11 capitais brasileiras que já atingiram suas próprias médias anuais de precipitação neste ano.

Ilustrativa/Chuva em Florianópolis, SC | @diorpandini

Vale ressaltar que sem dúvidas, as chuvas que castigaram a região sul do Brasil no fim de novembro, foi um impulso sem precedentes, para que Florianópolis atingisse a média anual de precipitação neste momento; episódios de vários temporais que somaram mais de 350 mm em apenas 5 dias em Florianópolis e região (entre os dias 25 e 30/11), causando tragédias como mortes e graves inundações em diversos municípios, acentuando muito o acumulado anual em um curto espaço de tempo na cidade. 

Precipitação acumulada em 2022 nas capitais do Brasil | Amantes do Tempo/INMET

Até a última quarta-feira (14/12), Florianópolis já acumulava 1.804 mm no ano, enquanto a média da cidade é de 1.766 mm. No Paraná, Curitiba também registrou bons volumes no período em que chuvas volumosas atingiam o extremo-leste do estado no final de novembro, sendo o mais significativo, o temporal de 81.6 mm no dia (28/11); por não ser uma capital litorânea como Florianópolis, Curitiba não viu chuvas volumosas como ocorreram a poucos km sentido litoral, destaca-se "o grande deslizamento que soterrou e arrastou diversos veículos no estado do Paraná" em consequência das chuvas volumosas.

Outras 5 capitais também estão prestes a atingir a média anual de precipitação; saiba quais são, quais já atingiram e quais ainda estão longe de atingir clicando aqui e veja dados detalhados de todas as capitais do Brasil.

Temporais predominarão em partes do sudeste brasileiro nos próximos dias

A formação e configuração da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), importante e principal fenômeno meteorológico do verão brasileiro, foi o motivo para o cenário previsto para os próximos 7 dias, de acordo com simulações meteorológicas e confirmação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
 
Passagem da frente fria em Umuarama, PR (12/12/2022) | Mayara Cristina

Os modelos divergem (GFS/ECMWF), mas a interpolação de dados também reafirma; vai chover muito em partes do sudeste brasileiro nos próximos 5 dias, principalmente, no norte de Minas Gerais, com alguns bons acumulados também no centro-sul de MG (em torno de 70~90 mm), pontos que chegam muito próximo da marca dos 200 mm no ES, (100~150) mm na região do Vale do Paraíba, em SP, sul e região serrana do estado do Rio de Janeiro. 

Fortes temporais predominarão em parte do sudeste do Brasil | ECMWF/Meteologix

Mas a que mais chama atenção até o momento, é os volumes muito expressivos previstos no norte de MG, valores que correspondem a até mais que 100% da média mensal de todo o mês de dezembro. As projeções preveem fortes temporais já nesta quinta-feira (15/12), de forma mais limitada ao extremo norte de MG e pontos também ao norte do ES, nas demais áreas, apenas pancadas rápidas devem ocorrer; na sexta-feira (16/12), as condições permanecem similares ao dia anterior, mas com tendência de abrangência, previsto para ocorrer já a partir do sábado (17/12), quando as chuvas começam a se espalharem também para o centro-sul de MG e até o norte do estado de SP, mas a previsão de temporais se restringem ao norte e sudeste de MG e extremo norte do ES. 

INMET confirma a formação da ZCAS | INMET

No domingo (18/12), as chuvas perdem força no extremo norte de MG e se espalham com maior intensidade e risco de temporais em todo o centro-leste de MG, áreas isoladas do norte do estado do RJ, e toda o noroeste do estado de SP, e o maior destaque neste dia, deverá ser o ES, com maior probabilidade de registrar temporais, principalmente o centro-norte do estado. Na segunda-feira (19/12), a chuva recua em SP, mas ainda sim, há chances de algumas fortes pancadas no extremo norte e pontos isolados da região de Campinas; chuva aperta ainda mais no sul do RJ e fortes pancadas podem atingir a região serrana do estado, além da intensificação das áreas de instabilidades também em todo o estado de MG e ES. Na segunda-feira (20/12), a chuva aperta no litoral norte de SP, segue no sul e região serrana do RJ, intensifica-se no centro-leste de MG e ES. Na terça-feira (21/12), as chuvas recuam e diminuem em SP, com exceção do litoral, segue na região serrana do RJ e continua muito concentrada sobre o centro-leste de MG e estado do ES; algo a ser chamado ainda mais atenção devido a persistência das chuvas que, se confirmado, provoca riscos geológicos claro para todas essas áreas atingidas.

As chuvas não se limitarão a esses dias citados na matéria, mas a precisão da previsão diminui pelas atualizações das projeções, nos acompanhe para receber novas atualizações.