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31 de agosto de 2023

Furacão Idalia provoca chuvas massivas nos EUA; veja dados

Estados como a Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul fora as mais atingidas. Estações meteorológicas particulares registraram um grande volume de chuva em diversos pontos desses 4 estados dos Estados Unidos.

Furacão Idalia em (30/08) | NOAA

o ex-Furacão 'Idalia' segue no continente estadunidense, provocando chuvas volumosas e seus ventos ainda são prejudiciais. O sistema é atualmente classificado como Tempestade Tropical, com ventos sustentados de 89 km/h e rajadas que ultrapassam os 121 km/h. 

Todos os estados do sudeste dos (EUA), estão sofrendo os efeitos do Idalia. Na Flórida, a região de 'East Lake' chegou a registrar 211 mm/17h. Em 'Masaryktown', 176 mm/17h. Na Região do 'Norte de Brooksville', 187 mm/17h. Em 'Tallahassee', região do Landfall, 256 mm chegaram a ser registrados em apenas 19 horas.

Furacões Idalia e Franklin em (30/08) | NOAA

Ainda no estado da Flórida, a região de Madison registrou incríveis 428 mm em apenas 19 horas. No estado da Geórgia, a região de Baxley, registrou 516 mm e 448 mm foram registrados em Lakeland no mesmo período.

Na Carolina do Sul, Luray registrou 438 mm em apenas 19 horas. No mesmo período que, 'Speaks Mill' registrou 481 mm. Na Carolina do Norte, o sudeste do estado foi o mais atingido, como as cidades de Calabash, com 298 mm/21h e Carolina Shores, com 349 mm/21h.

Alguns acumulados de precipitação nos estados mais atingidos pelo Furacão Idalia, nos EUA | Estações particulares

*A Análise dos dados foi feita com mais cautela por se tratar de estações particulares. Quando um determinado número de estações registram volumes semelhantes em uma mesma área específica, é considerado pela Amantes do Tempo.

Obs. Tais valores, "não necessariamente" foram os maiores volumes de precipitações registrados nas regiões em questão. A Amantes o Tempo analisou pontos estratégicos, onde áreas de instabilidades mais consideráveis, atingiram. Mas nada impede que há valores maiores que o apresentado em outros pontos.

Para novas atualizações, nos acompanhe nas redes sociais.

16 de agosto de 2023

El Niño se tornará 'forte' neste verão, segundo a NOAA

As previsões se mostraram, realmente, com um índice de confiabilidade muito grande; conforme uma de suas notas (da NOAA), divulgada em 08 de Junho (a anomalia ainda estava (+0,8 °C) no Niño 3.4, o El Niño seguiria em curso e ganhando força e atingiria a força moderada, "quando a anomalia da temperatura da superfície do mar torna-se igual ou superior a (+1,0 °C)" durante as semanas seguintes, era o que previa a nota, o que se concretizou.

TSM em 16/08/2023 | NOAA

Em nova nota divulgada no último dia 10 de agosto, reafirmaram a presença do fenômeno e indica fortalecimento não só durante o verão (do Hemisfério Sul), mas também, ainda após a estação, caminhando para um El Ninõ "forte". Segundo a NOAA, a chance é de '2 em 3' de que o fenômeno iguale ou exceda a anomalia de (+1.5 °C) neste verão, o que caracterizaria tal. A instituição também frisa que, o índice de confiança da previsão subiu em relação ao mês anterior, devido aos últimos acertos, anomalias já em (+1,0°C) e o período de pico de temperaturas acima da média estarem cada vez mais próximas.

Ninõ 3.4 seguirá aquecendo | NOAA

Ainda de acordo com a nota, a NOAA afirma que, os efeitos globais do El Niño são sempre perceptíveis durante os meses de novembro a janeiro, é ciclo sazonal do ENOS. Com isso, a maioria dos eventos relacionada ao fenômeno ocorrem entre final da primavera, no verão e decaem durante o outono (leve o Hemisfério Sul como referência para as estações citadas). 

Condições da Célula de Walker durante El Niño (entre dez-fev) | NOAA

A nota também trás um dado interessante; se caso, o aquecimento deixar de ocorrer antes do próximo verão, será a primeira vez na história das análises (desde 1950) que um aquecimento chega a tal configuração  (+0.8 °C) sem seguir aquecendo.

11 de junho de 2023

Por que a NOAA já declarou El Niño?

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA, em inglês), declarou El Niño poucos dias após a anomalia de temperatura do (Niño 3.4) atingir os +0,5 em 29 de maio, o que configura o início da configuração do fenômeno de escala global, o 'El Niño', caso perdure por, no mínimo, 3 meses seguidos. Mas por que a NOAA já se adiantou e já declarou o início do fenômeno? Vamos entender o que está acontecendo de 'raramente visto', o que fez a instituição anunciar o fenômeno antes do tempo:

NOAA declara El Niño Advisory | Tropical Tidbits

Após a anomalia atingir os +0,5 em 29/05, a NOAA divulgou uma nota de 'El Niño Advisory' 10 dias depois, no dia 08 de junho, depois que o aquecimento seguiu acentuado mesmo após o (+0,5), chegando a (+0,9) em 09/06.

O que a NOAA justificou para a declaração de El Ninõ antes de fechar os 3 meses de anomalia igual ou acima de +0,5?

Em sua nota, a NOAA frisa as altas anomalias registradas simultaneamente nos trechos mais importantes para a classificação do fenômeno, como no Niño -3 (+1,1), Niño 1+2 (+2,3) e Niño 3.4 (+0.8). Outro fator que foi o mais significativo para adiantar a classificação de El Niño, conforme o boletim, foi a previsão de continuidade do aquecimento, além do grande aquecimento previsto para ocorrer ao longo da primavera, com picos no verão do hemisfério sul. Segundo a própria NOAA, as previsões estão com grandes índices de confiabilidade, o que normalmente não acontece e é necessário a espera dos 3 meses de anomalias iguais ou superiores a (+0,5), ou seja, o El Niño que só seria confirmado daqui a 3 meses, já está entre nós.

Anomalia da TSM entre 15/04 e 31/05 | NOAA

Por fim, a National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA afirma que o fenômeno tem 84% de chances de ultrapassar a força moderada, quando o Niño 3.4 atinge uma anomalia igual ou superior a (+1,0) e de 56% de chance de ser um evento forte, com anomalias iguais ou superiores a (+1,5), entre novembro de 2023 e janeiro de 2024.

Vale ressaltar que, a NOAA já prevê a identificação do fenômeno em um cenário como este, de acordo com a própria. Entretanto, é algo raramente visto, se tratando da confiabilidade na previsão de anomalias da temperatura da superfície do mar.

20 de março de 2023

Região Nordeste do Brasil generaliza acumulados de 100 mm na última semana

Há cerca de 1 semana, sistemas como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) e um Cavado seguiram provocando fortes temporais em diversas áreas do Nordeste, do sertão a partes do litoral da região.

Chuva chegando em Belém do Piauí (PI) | Adeildo

No Maranhão, os maiores acumulados chegam a superar os '300 mm' nos últimos 7 dias (até 19/03), como na cidade de Olinda Nova do Maranhão, com 338.2 mm e Lago da Pedra, com 311 mm. Acumulados generalizados de 100 mm também foram registrados em todos os demais pontos do estado; vários pontos também registraram mais de 200 mm, como nas cidades de Pindaré Mirim (288 mm), São Luís (246 mm), Buriticupu (235.6 mm), Imperatriz (227.2 mm), Jatobá (215 mm), Bela Vista do Maranhão (210.8 mm).

No Piauí, a carência de pluviométricos não nos permite saber a real abrangência das chuvas sob o estado, mas com o pouco disponível, é possível observar que fortes chuvas ocorreram no extremo oeste; União registrou 157.8 mm nos últimos 10 dias. No litoral, Cajueiro da Praia registrou 142 mm no mesmo período. No sudoeste do estado, 121.6 mm foram registrados na cidade de Uruçuí. No centro-leste, 79 mm chegaram a ser registrados na cidade de Jaicós.

No Ceará, os maiores acumulados foram registrados no centro-norte do estado e um dos volumes mais expressivos foram registrados na capital 'Fortaleza', com 155.6 mm nos últimos 7 dias (até 19/03). Senador Pompeu registrou o maior volume do estado dentro do mesmo período, com 172.5 mm. Algum dos demais volumes se destacam os 160.5 mm em Sobral, 159 mm em Madalena e 147.4 em Vicosa do Ceará. Um deslizamento de terra chegou a ser registrado em Aratuba, na região serrana ainda no centro-norte do estado, deixando 3 vítimas fatais.

Deslizamento deixa 3 vítimas fatais no CE | Joerly Vítor

No Rio Grande do Norte, acumulados superiores a 100 mm foram contabilizados do sertão ao litoral nos últimos 7 dias (até 19/03). A capital 'Natal' registrou o maior acumulado do estado (131.8 mm) de acordo com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). 136.6 mm em Macau, 126 mm em Baía Formosa, 119 mm em Apodi e 105 mm em Açu são valores destaques.

Na Paraíba, diversos pontos do interior do estado registraram valores superiores a 100 mm. Entre eles, os destaques são; 187.2 mm em São Bento, 106.6 mm em Coremas, 105.4 mm em Patos, 100.2 mm em Santana dos Garrotes, 92.2 mm em Juazeirinho e 89.8 mm em Soledade.

Em Pernambuco, cenas de enxurradas foram registradas principalmente nos últimos dias, quando um forte temporal de 100 mm atingiu a cidade de Santa Cruz do Capibaribe (em 18/03), totalizando 119.6 mm nos últimos 10 dias e outro temporal de 85 mm (em 18/03) na cidade de Caruaru. Acumulados expressivos estão espalhados no estado; no litoral, a cidade de São José da Coroa Grande registrou 185.9 mm e Barreiros atingiu os 153.4 mm nos últimos 10 dias. No sertão, Serra Talhada se destaca com seus 175.4 mm registrados, seguido de 168.2 mm em Triunfo, 150.3 mm em Santa Cruz da Baixa Verde e 140.8 mm em Ipubi.

Em Alagoas, o maior volume registrado do estado foi em Maripueira, no litoral do estado, com um total de 115.6 mm nos últimos 7 dias (até 19/03).

No estado da Bahia, a Região Metropolitana de Salvador foi a região que mais choveu e registrou volumes mais expressivos no estado. Na capital 'Salvador', 156.2 mm chegaram a ser contabilizados. Outros volumes destaques foram: 136 mm em Candeias, 129 mm em Lauro de Freitas, 127 mm em Simões Filho, 116 mm em São Felix nos últimos 10 dias. Mais ao sul, Valença chegou a registrar 111.3 mm, 94.2 mm em Maraú e 84.2 mm em Igrapiúna no mesmo período.

Chuvas devem seguir na Região Nordeste | ECMWF/Meteorogix

Previsão: Nas próximas 96 horas ainda é esperado bons acumulado no interior da região e um possível aumento de umidade na faixa leste, que compreende principalmente áreas entre PE e recôncavo baiano, mas os modelos divergem e a previsibilidade fica em torno dos 70% em relação as chuvas previstas na faixa leste nordestina. Valores entre 30 e 60 mm são projetados em diversas partes da região. Vale ressaltar os possíveis eventos de 100 mm que podem ocorrer no período em questão nas áreas como o centro-leste do PI, sul do CE e sertão da PB.

19 de fevereiro de 2023

Chuva excepcional deixa cenário de destruição em cidades do litoral norte de SP

Com volumes excepcionais, cidades do litoral norte de São Paulo como Bertioga, São Sebastião e Guarujá sofrem com deslizamentos, enchentes e interdição de vias após registro de quase 700 mm em menos de 24 horas, revelam dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Asfalto cede em Ilhabela, SP | Prefeitura de Ilhabela

Em Bertioga, no momento em que esta matéria estava sendo criada, o acumulado chegava a incríveis (682 mm) em 24 horas; 647.54 mm em apenas "12 horas". Para se ter uma ideia da proporção desse volume, a média de precipitação de fevereiro da cidade de São Paulo é de 257 mm — de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

São Sebastião foi a 2° cidade mais atingida pelas chuvas, com um total de 627.5 mm em 24 horas, 582 mm em apenas 10 horas; no mesmo equipamento, foram registrados 103 mm em 1 hora.

Chuva em 24h (São Sebastião, SP) | Cemaden

Guarujá é uma das 3 cidades mais atingidas, tendo registrado 395.6 mm em 24 horas, um alto volume mesmo após ter ficado fora do ar no início do temporal e retornando 4 horas depois.

Veja os 5 maiores volumes (das últimas 24h) no estado de São Paulo, até 13h do (19/02):

Bertioga - 682.76 mm
São Sebastião - 627.5 mm
Guarujá - 395.6 mm
Ilhabela - 337.27 mm
Ubatuba - 335.05 mm


Preisão do tempo:
Não há chances de chuvas volumosas nas áreas atingidas nas próximas horas, mas, algumas pancadas que podem ser fortes, seguirão ocorrendo e de forma mais isolada, o que segue preocupando, visto que a área está bastante úmida. As áreas de instabilidades seguirão rumo ao litoral sul de SP pelas próximas horas, volumes acima de 100 mm podem ser registrados, mostram simulações.

Chuva avança para o litoral sul de SP | ECMWF/Meteorogix

17 de fevereiro de 2023

Ponta Porã, no MS bate recorde e registra chuva histórica em 24 horas

Com chuva volumosa, Ponta Porã, município do Mato Grosso do Sul que faz divisa com o Paraguai, registrou precipitação recorde para o período de (24 horas) entre a última quinta-feira (16/02) e sexta-feira (17/02); um volume de incríveis 240 mm foram registrados na cidade, quebrando o recorde de 172,8 mm do dia 28 de fevereiro de 2008, mostram dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

Área de instabilidade é persistente no MS, revela radar | Rainviewer

Quando se trata de volumes horários, os valores também impressionam; às 00h do dia (17/02), o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais — (CEMADEN) registrou 59,6 mm, 150,4 mm em um total de 4 horas (entre às 22h do dia 16/02 e 01h do dia 17/02). Nas últimas 48 horas (até às 06h do dia 17/02), outro temporal também já havia sido registrado, o que já totaliza um volume de 325,6 mm, quando a média do mês inteiro é de 221,6 mm.


Previsão:
A chuva dará trégua nas próximas horas em toda a região com a chegada de um sistema de alta pressão; os temporais retornam somente a partir do dia (20/02) com mudança de tempo já no dia (19/02), toda a região estará sujeita a fortes chuvas com até alguns acumulados expressivos em pontos isolados de acordo com as últimas simulações meteorológicas.

Temporais retornam em (20/02) no MS | Amantes do Tempo/ECMWF-Meteologix

8 de fevereiro de 2023

Grandes incêndios florestais já duram 1 semana no Chile e satélite capta

Uma onda de calor combinado a fortes ventos e tempo seco, resultou em um grande incêndio florestal, que atinge uma grande área do centro-sul do Chile, desde o dia (02/02) e já duram 1 semana. 

Incêndios florestais no Chile são captados por satélites | Nasa

Centenas de casas já foram destruídas até o momento e as chamas já devastaram mais de 294 mil hectares; regiões de Biobío e Araucanía foram as mais atingidas. Com temperaturas que superam os 40℃ na região com os ventos quentes soprados da Argentina pelas encostas dos Andes, conhecido como 'ventos Puelche', contribuem para o agravamento da situação que segue muito preocupante. A OMM, Organização Mundial da Meteorologia fala em 'mega seca de 13 anos', e já compromete reservatórios preparados para situações similares na região central do país; é a pior estiagem em 1 milênio.

Satélite registra chamas no Chile | Via Zoom Earth

Fontes falam em dezenas de vítimas fatais enquanto o ar poluído toma conta de áreas que vão além dos focos de incêndios; centenas de bombeiras e (brigadas também da Espanha, México e Argentina) trabalham em combate as chamas em pontos onde há a maioria das plantações florestais com a ajuda de aviões e helicópteros, tentando evitar que mais regiões sejam devastadas.

2 de fevereiro de 2023

Tempestade de gelo deixa mortos e meio milhão de pessoas sem eletricidade nos EUA

Entre a última quarta-feira (01/02) e quinta-feira (02/02), uma grande tempestade de gelo varreu áreas de Oklahoma, Tennessee, Arkansas e Texas, estados localizados no meio-oeste dos Estados Unidos; Cerca de meio milhão de pessoas tiveram quedas de energia em consequência da tempestade. 

Nas imagens feitas por internautas, é possível observar árvores que caíram com a força dos ventos; algumas árvores chegaram a se partir e cair mesmo após o fim da tempestade, devido ao acúmulo de gelo entre os galhos. 

Galhos desabam sobre estacionamento em Austin, no Texas | Xaier

Há ao menos 10 mortes relatadas e confirmadas até o momento; afirma o Weather Underground. 7 somente no Texas, 2 em Oklahoma e 1 no Arkansas.

Em Dallas, centenas de voos foram cancelados e escolas foram fechadas; no Texas, os relatos de quedas de energia segue subindo, visto que árvores ainda seguem não suportando o peso do gelo acumulado e acaba atingindo a rede elétrica. Centenas de pessoas estão sendo expostas ao frio congelante do inverno americano. Confira imagens logo abaixo:

15 de dezembro de 2022

A 15 dias para o fim do ano, Florianópolis e Curitiba atingem a média de precipitação anual

Nos acréscimos! Curitiba e Florianópolis, capitais dos estados de PR e SC, respectivamente, atingem a média de precipitação anual e se junta ao grupo das demais 11 capitais brasileiras que já atingiram suas próprias médias anuais de precipitação neste ano.

Ilustrativa/Chuva em Florianópolis, SC | @diorpandini

Vale ressaltar que sem dúvidas, as chuvas que castigaram a região sul do Brasil no fim de novembro, foi um impulso sem precedentes, para que Florianópolis atingisse a média anual de precipitação neste momento; episódios de vários temporais que somaram mais de 350 mm em apenas 5 dias em Florianópolis e região (entre os dias 25 e 30/11), causando tragédias como mortes e graves inundações em diversos municípios, acentuando muito o acumulado anual em um curto espaço de tempo na cidade. 

Precipitação acumulada em 2022 nas capitais do Brasil | Amantes do Tempo/INMET

Até a última quarta-feira (14/12), Florianópolis já acumulava 1.804 mm no ano, enquanto a média da cidade é de 1.766 mm. No Paraná, Curitiba também registrou bons volumes no período em que chuvas volumosas atingiam o extremo-leste do estado no final de novembro, sendo o mais significativo, o temporal de 81.6 mm no dia (28/11); por não ser uma capital litorânea como Florianópolis, Curitiba não viu chuvas volumosas como ocorreram a poucos km sentido litoral, destaca-se "o grande deslizamento que soterrou e arrastou diversos veículos no estado do Paraná" em consequência das chuvas volumosas.

Outras 5 capitais também estão prestes a atingir a média anual de precipitação; saiba quais são, quais já atingiram e quais ainda estão longe de atingir clicando aqui e veja dados detalhados de todas as capitais do Brasil.

1 de dezembro de 2022

Chuvas voltam a cair volumosas no extremo-leste de SC

Mesmo após registrar volumes expressivos, a chuva na região não dá trégua. Cidades catarinenses voltaram ao patamar dos 200 mm nas últimas 24 horas e os riscos geológicos se tornam cada vez mais eminentes.

Carros boiam na Grande Florianópolis após fortes chuvas | Marina Calian

Em São Pedro de Alcântara, 106.8 mm foram registrados apenas nas últimas 6 horas, 258 mm nas últimas 24h. Em São José, são 169 mm nas últimas 6 horas, elevando as últimas 24 horas da cidade pra 244 mm. Palhoça registrou 160 mm nas últimas 6 horas e 213.6 nas últimas 24 horas, de acordo com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) — dados consultados às 01:00 do (01/12). 

Os dados preocupam, visto que toda essa região vem sendo castigada pelas chuvas dos últimos dias. Já tem ponto que já está prestes a superar os 500 mm nas últimas 96 horas, como é o caso de São Pedro de Alcântara, com 499.4 mm. A Grande Florianópolis também foi bastante atingida nas últimas horas e inundações foram relatadas. Na capital, 162 mm floram registrados apenas nas últimas 12 horas, Veja imagens;

30 de novembro de 2022

Chuvas resultam em deslizamentos, enchentes e morte em SC e PR

As temidas chuvas previstas, estão acontecendo. Há quase 1 semana, as simulações meteorológicas veem projetando chuvas expressivas, a ponto de causar problemas geológicos e ameaçando a vida de quem ali vivem. O que antes era previsão, vem se tornando realidade; extremo-leste de SC e PR, já registram valores de até 300 mm em apenas 24 horas, como os 306 mm em Pomerode, SC. Além disso, essas chuvas não se limitaram a esse curto espaço de tempo; logo após, chuvas persistentes com volumes expressivos andaram acontecendo nas horas seguintes.

Grande deslizamento causa 1 morte na BR-376, em Guaratuba, PR | Valdelino Pontes

A região que precede a região montanhosa, que segue desde o Corupá, passando por Jaraguá do Sul, até o litoral de SC e região de Schroeder, foi sem dúvidas, as regiões mais atingidas, com valores generalizados variando sempre entre os 200 e pontos que chegaram a superar os 490 mm nas últimas 72 horas (valor referente até às 12:00 do 29/11). Veja:

Volumes expressivos são registrados no extremo leste de SC | Reprodução/Amantes do Tempo

Em Guaratuba, no estado do Paraná, um grande deslizamento de terra na BR-376 soterrou veículos e causou 1 morte, ainda há ao menos, 4 pessoas desaparecidas. Ainda no Paraná, cidades também superaram a marca dos 200 mm nas últimas 72 horas, como é o caso de Campina Grande do Sul; 240 mm e Antonia; 205 mm (valor referente até às 01:00 do 30/11).


Nas últimas 72 horas no Paraná, também há altos volumes registrados, veja;

Antônia - 239,01 mm
Campina Grande do Sul - 216,8 mm
Morretes - 152,85 mm
São José dos Pinhais - 152,05 mm
Piraquara - 151,35 mm
Paranaguá - 140,29 mm
Curitiba - 128.6 mm
Campo Largo - 101,8 mm

Previsão para a região
As chuvas devem seguir pelas próximas horas em todos os pontos castigados, a intensidade diminui consideravelmente a partir do dia (01/12), mas a região seguirá muito úmida e deverá seguir recebendo precipitação também nos próximos dias.

10 de novembro de 2022

2022 entra pra história como o ano mais chuvoso em Sydney, na Austrália

É oficial! Sydney tem o ano mais chuvoso desde o início da sua série histórica após registrar 8 meses de chuvas acima da média neste ano; apenas junho e agosto ficaram abaixo da média. Março e julho registraram 554 e 404 mm respectivamente, enquanto suas médias são de (130.1 mm - março) e (96.8 mm - julho), foram os maiores desvios até o momento.

2022 em Sydney já é o ano mais chuvoso desde 1950 | Mark Baker

A Amantes do Tempo apurou e concluiu que há fortes indícios de que a Lã Nina seja o motivo do ocorrido, visto que o 1° ano mais chuvoso da cidade até então, teria sido o ano de 1950 quando uma forte Lã Nina também estava ocorrendo e a cidade registrou (2243.7 mm), enquanto a média da cidade é de pouco mais de 1200 mm. O terceiro ano mais chuvoso da cidade, foi em 1990, ano também sob influência do Lã Nina, Sydney registrou (1984.5 mm) e em 1963 não foi diferente, registrando (1955 mm) durante uma Lã Nina. Concluindo; em seus anos mais chuvosos, havia influência da Lã Nina. 

2022 ainda nem chegou ao fim e já quebrou o recorde ao fechar outubro com 2396 mm, é a primeira vez que a cidade chega ao patamar de 2300 mm e os 2400 mm é iminente. Vale ressaltar também que há 72 anos, Sydney não atingia 2000 mm.

Observação; não citamos o 2° ano mais chuvoso registrado em 1890 com (2167,7 mm) registrados, pois não há dados das condições oceânicas que só começaram a partir de 1950, portanto, não há como afirmar que o ano estava sob Lã Nina. Os Dados são da Agência Meteorológica da Austrália (Boreau Of Meteorology).

Evolução mensal de precipitação mostra destaque de 2022 | Reprodução/Amantes do Tempo

19 de setembro de 2022

Tufão Nanmadol faz cidade japonesa ser o local que mais choveu no mundo em 24 horas

Ultrapassando os valores antes previstos que já impressionavam (600 mm), uma cidade localizada no arquipélago japonês de Kyushu, registrou mais de 700 mm em 24 horas.


Vídeo monstra chuva volumosa sobre o sul do Japão | James Reynolds

Miyzaki, registrou incríveis 725.5 mm entre às 09 horas do dia 18/09 e 09 horas do dia 19/09. Isso corresponde por exemplo, a média mensal de 3 meses somados do período chuvoso da cidade de São Paulo (Jan-fev-mar). Quando consultado os dados horários, os volumes também impressionam, foram sequencias de chuvas pesadas entre 30 e 50 mm por hora. Se somados, a chuva desde as horas iniciais até as últimas horas, o valor pode ultrapassar os 800 mm, veja:

Dados horários da cidade de Miyzaki, no Arquipélago de Kyushu, Japão (durante chuvas causadas pelo Tufão Nanmadol:

(19/09) -------->
18:00 1.0   
17:00 2.5   
16:00 2.5   
15:00 4.0   
14:00 7.0   
13:00 12.5 
12:00 8.5   
11:00 13.5 
09:00 19.5 
08:00 20.0 
07:00 12.0 
06:00 17.5 
05:00 14.5 
04:00 12.0 
03:00 13.5 
02:00 12.0 
01:00 27.0 
(18/09) --------->
23:00 57.5 
22:00 54.0 
21:00 41.0 
20:00 52.5 
19:00 59.5 
18:00 42.0 
17:00 29.0 
16:00 40.5 
15:00 32.0 
14:00 29.0 
13:00 27.5 
12:00 17.5 
11:00 36.5 
10:00 20.5 
09:00 10.0 
08:00 4.0   
07:00 3.5   
06:00 3.0   
05:00 5.0   
04:00 7.5   
03:00 7.0   
02:00 3.0   
Total (02:00 do dia 18/09 a 18:00 do 19/09) - 798.5 mm  
Total (09:00 do dia 18/09 a 09:00 do 19/09) - 725.5 mm  

Fonte: Agência Meteorológica do Japão (hora local do país)

Imagens mostram momentos da chuva sobre Miyazaki, confira:

17 de setembro de 2022

Nanmadol, o Tufão que vai 'engolir' o Japão pelas próximas 90 horas

Um super tufão batizado de Nanmadol, já atingiu seu auge na escala máxima saffir-simpson (categoria 5) com ventos sustentados de 250 km/h e rajadas de 306 km/h na última sexta-feira (16/09). Na sua trajetória, deve atingir em cheio o Japão nas próximas horas, onde o sul do país já passou por 2 tufões desde o início do mês, sendo eles — o Hinnamnor e o Muifa.

Super Tufão Nanmadol segue em direção do Japão | NASA

Perdendo força muito lentamente e ainda na categoria máxima, Nanmadol já causa influência no sul do Japão, área que receberá o tufão antes de seguir pra norte, atingindo todas as demais regiões do país. O sul do Japão já vinha enfrentando problemas com deslizamentos e enchentes com a passagem dos dois últimos tufões no início deste mês, porém, Nanmadol será a mais intensa, causando ventos destrutivos e chuvas ainda mais volumosa mesmo após o landfall, visto que a categoria e desenvoltura do sistema é muito elevada.

Projeção do Nanmadol projeta sistema atingindo todo o Japão com influência também sobre a Coreia do Sul | Join Typhoon Warning Center

Nanmadol já atinge o sul do Japão, mas ainda não ocorreu o landfall, (quando o olho chega em terra), o que quer dizer que a área atingida está sentindo sua fúria máxima (ventos de 232 km/h e rajadas de 278 km/h). Está sendo previsto que apenas quando o sistema passar sobre Hiroshima, ela rebaixará sua classe de Tufão, para Tempestade tropical. 


O lesta da Coreia do Sul também já se prepara pra receber o 2° tufão desde o Hinnamnor no início deste mês. Seul, capital do país, chegou a atingir a média mensal em horas no evento anterior, mas por enquanto não sofre riscos de chuvas parecidas que deverão ser causadas pelo Nanmadol. 

Super Tufão Nanmadol deve varrer todo o Japão com chuvas massivas e ventos destrutivos no sul do país | Tropical Tidbits

Ao menos, 75% do território japonês deve receber chuvas entre 100 e 200 mm em horas, com extremos em alguns pontos que podem ultrapassar os 300 mm. O leste da Coreia do Sul também poderá registrar acumulado superiores aos 100 mm durante sua trajetória sobre o Japão entre os dias 19 e 20/09.

9 de setembro de 2022

Taiwan, China e Coreia do Norte enfrentará segundo sistema tropical em 1 semana

Após 7 dias da passagem do super tufão Hinnamnor sobre o Taiwan, leste da China e partes do Japão, um outro sistema tropical já segue em curso em direção dessas nações com ameaças potenciais.

Tufão Hinnamnor fez Seul bater a média mensal de setembro em horas após chuva de 200 mm | NASA

Muifa, é o nome da nova tempestade ainda classificada como 'tempestade tropical', não apresenta ameaça quando falamos a respeito da velocidade dos ventos. Mas não é o presente que tanto preocupa, acontece que, simulações meteorológicas preveem que o sistema deve seguir uma rota muito semelhante ao do Hinnamnor, super tufão que atingiu a região entre os dias 2 e 6/09. A região ainda nem se recuperou do mau tempo recente, mas já deve passar por algo parecido nos próximos dias.

Muifa deve chegar a provocar ventos sustentados de mais de 200 km/h, antes de atingir Taiwan, o que é equivalente a um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson. Atualmente, prevê-se que sua escala será rebaixada após a passagem sobre o Taiwan, visto que, as águas estão com anomalias bem negativas de temperatura, efeito gerado pela passagem do sistema anterior. É o motivo também que justifica algumas poucas mudanças em sua rota; Hinnamnor seguiu sobre o chamado 'Mar da China Oriental e Mar do Japão', enquanto Muifa deve seguir sua rota muito mais próxima do continente chinês e norte coreano, áreas que estão menos gélidas e mais favorável ao desenvolvimento do sistema, mas não deve ser o bastante para a manutenção e potencialização do mesmo.
 
Projeção prever futuro Tufão Muifa com trajetória semelhante ao do Hinnamnor | Joint Thyphonn Warning center

A preocupação dos ventos deixa de continuar, se acontecer como está previsto 'hoje'. Mas as chuvas seguem acontecendo e costumam ser mais preocupantes quando um sistema do tipo está em dissipação, visto que as áreas de instabilidades acabam ficando na região por mais tempo, provocando chuvas volumosas que podem superar os 200 mm em 24 horas, é o que se prever para áreas a leste da China e Coreia do Norte entre os dias 13 e 20/09. 

2 de setembro de 2022

Coreia do Sul e região se prepara para receber Super Tufão Hinnamnor

 Uma combinação de fatores que deverá castigar todo o centro-sul do Japão, leste da China e Taiwan já a partir desta sexta-feira (02/09), deve marcar o ano de 2022 na região.

Tufão Hinnamnor segue em direção da Coreia Do Sul | Tropical Tidbits

Já não bastava um Super Tufão, batizado de Hinnamnor em um ambiente favorável a sua intensificação para levar muita chuva e ventos severos onde passar, uma Frente-Fria que seguia sobre a região, acabou entrando na rota de interação com o Tufão e deverá causar muito mais chuvas que antes previsto, mostram simulações.

Taiwan será a primeira região a sentir os efeitos da passagem do Hinnamnor, que deve registrar volumosas chuvas e ventos intensos. Será a área que presenciará a intensificação da tempestade antes de seguir rumo ao leste da China e em seguida, a Coreia do Sul, causando chuvas prejudiciais também sobre o sul do Japão

O leste da China verá o sistema passar mais rapidamente sobre sua região, mas isso não quer dizer que não será prejudicial. As cidades costeiras sentirão o poder máximo de um Furacão de categoria 4, com ventos acima de 200 km/h e rajadas superando os 250 km/h. As chuvas também devem superar os 100 mm em horas.  

Previsões simulam situações delicadas no trajeto do Hinnamnor | Earth Null School

A situação prevista para a Coreia do Sul é a mais preocupante, visto que será onde a Frente-Fria se estacionará de forma intensa, causando tempo severo antes mesmo da chegada do Tufão. O país começará a registrar fortes chuvas já nesta sexta-feira (02/09), com a volta da Frente-Fria que já atingiu a região no início desta semana. Após os dias tempestuosos causados pela Frente-Fria "entre os dias 02 e 06/09", o Tufão chega no dia (05/09), com intensidade de um furacão de categoria 3, com ventos podendo ser superiores aos 200 km/h e precipitações podendo atingir os 200 mm em horas.

Hinnamnor está no momento, na categoria 2, com ventos sustentados de 176 km/h, rajadas acima de 200 m/h e deslocamento de 2 km/h, já causando mau-tempo em Taiwan.

3 de abril de 2022

Teresina pode ser a primeira capital do Brasil a atingir média anual de precipitação em 2022

Acabamos de entrar no 4° mês do ano e a capital do estado do Piauí já está prestes a atingir a média anual de precipitação de (1.329,3 mm), o que pode fazer desse ano, um dos mais chuvosos das últimos anos.

Capital do Piauí pode atingir a média anual de precipitação no 4° mês do ano | Instagram.com/@teresinameuamor_/Divulgação

Teresina, no Piauí, está tendo, sem dúvidas, um dos melhores quadrimestre das últimas décadas; Até o início de abril, por exemplo, já somam 1.170,2 mm acumulados na cidade, o que quer dizer que faltam apenas 159,1 mm para atingir sua média anual de precipitação.

O primeiro trimestre já começou acima da média, com média de 205,9 mm em janeiro, a cidade registrou 396,8 mm; o mesmo aconteceu nos meses seguintes, com desvio positivo um pouco menor comparado a janeiro, foram 261.2 mm pra 233,6 mm de média. Março foi o mês de maior desvio, com média de 292 mm, a cidade ultrapassou a marca fácil e beirou os 500 mm com seus 499.8 mm acumulados. A perspectiva é de que o mês de abril siga no mesmo caminho; mesmo apenas atingindo a média mensal, sua média anual já seria superada.

3 de dezembro de 2021

Após fechamento de novembro, mais 3 capitais atingem a média anual de precipitação; outras 7 já atingiram

Até o mês de outubro deste ano, capitais como Belém (PA), Recife (PE), São Luís (MA), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Boa Vista (RR) e Vitória (ES) já haviam atingido a média anual de precipitação. Com o fechamento de novembro, apenas Macapá (AP), Manaus (AM) e Brasília (DF) também faz parte do time das capitais que já atingiram a média anual, mesmo já faltando pouco mais de 3 semanas pra acabar o ano.

Registro impressionante de um raio caindo bem próximo do local da gravação durante a chegada de um temporal recente em Brasília (DF) | Twitter/Leo Caldas Astrofotografia


No total, apenas 10 capitais (incluindo a capital federal, Brasília) atingiram a média anual este ano, quando ainda faltam exatamente 16 para que todas as capitais estaduais atinjam essa média importante, principalmente se tratando de certos tipos de sistemas hídricos, a qual poderá haver consequências.

A situação mais preocupante é de capitais como: Natal (RN), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Rio De Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Cuiabá (MT) —  capitais essas que chegaram a situações críticas como atingir apenas 57% da média anual e as chances das mesmas serem atingidas, ser baixa, levando em consideração a média do mês de dezembro, o quanto falta para atingir e o que se espera diante da previsão atual para as próximas 3 semanas.

A mais próxima de atingir a média, mesmo nessa situação difícil, é Fortaleza, a capital cearense atingiu apenas a casa dos 72% da média anual até o mês de novembro. Além disso, a média mensal de dezembro na cidade e região não anima, portanto, mesmo relativamente próxima, Fortaleza não deve atingir sua própria média anual neste ano de 2021.

Situação das capitais até novembro | © OpenMapTiles © OpenStreetMap contributors/Elaboração; Amantes Do Tempo

Numa situação um pouco parecida, atingindo 68% da média anual, a capital do estado de São Paulo também não deve atingir a média, visto que a previsão é de chuva abaixo da média para este mês de dezembro, o mesmo vale pra cidade do Rio, que também atingiu 68% da média e não deve fechar o ano com a média atingida.

Partindo para as situações mais críticas, respectivamente, Natal, Curitiba e Cuiabá é o trio presente nesse cenário, visto que, nenhuma atingiu ao menos, os 60% da média total. Em Natal, o número representa um total de 59% em relação a média anual, a média mensal também é bem baixa e a chance dessa média (anual) ser alcançada é praticamente nula. 
Na capital Paranaense, Curitiba, a média mensal em dezembro é até alta, mas deve ficar abaixo da média, consequentemente a chance também é mínima da média anual ser atingida. Em Cuiabá, capital mato-grossense, a situação é até um pouco diferente das demais, a chuva pode atingir a média mensal ou até superar, mas a capital precisa de muito mais para alcançar o anual e ela não deve ser atingida.

Obs. A Amantes do Tempo não está considerando os dados divulgados pelo aeroporto de Porto Velho (RO), a qual representa a cidade
, pois a capital de Rondônia está com dados contingentes, em outras palavras, dados imprecisos.


Veja o gráfico de todas as capitais do acumulado anual 2021 clicando aqui, com atualizações periódicas

26 de abril de 2020

Temporal atinge Caruaru na tarde deste domingo; Veja imagens

Um forte temporal atingiu a cidade de Caruaru, localizada no agreste de Pernambuco, na tarde deste domingo (26/04/2020). Enxurradas foram registradas em vários pontos da cidade impedindo o tráfego e canais transbordaram.

Foto: Adelmo Assunção/Caruaru,PE

Segundo o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a cidade chegou a registrar 79 mm em 24 horas, 55 mm em apenas 40 minutos. 

Veja dados fornecidos por uma das plataformas de coleta de dados da cidade:

   DD/MM/AA    HH/MIN/S   (mm)
26/04/2020 17:10:00 0,98
26/04/2020 17:00:00 7,10
26/04/2020 16:50:00 5,90
26/04/2020 16:40:00 1,57
26/04/2020 16:30:00 1,96
26/04/2020 16:20:00 2,95
26/04/2020 16:10:00 11,79
26/04/2020 16:00:00 17,27
26/04/2020 15:50:00 20,18
26/04/2020 15:40:00 6,14

Obs: O horário fornecido pelo PCD (UTC) foi modificado para o horário local da cidade.

Veja imagens registradas pelos internautas:

16 de setembro de 2019

Nem El Nino nem La Nina afetam os padrões climáticos do inverno nos Estados Unidos

O clima de inverno de Dakota do Norte nos Estados Unidos não será influenciado pelos efeitos do aquecimento do El Nino ou pelos efeitos de resfriamento normalmente associados ao La Nina


Pôr do sol no inverno do hemisfério norte.
(Foto: redes sociais)

Em resumo, será inverno como sempre nas planícies do norte. Essa é a principal retirada do comunicado final do El Nino emitido na semana passada pelo Climate Prediction Cente. 


O comunicado concluiu que há uma chance de 50 a 55% de condições "neutras" , principalmente devido às temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico, de "continuar durante o inverno do Hemisfério Norte de 2019-2020". Um aquecimento das águas do Oceano Pacífico é um da chave é acionada para o El Nino. Temperaturas mais baixas que a média no Pacífico indicam condições de La Nina, aumentando a possibilidade de uma influência mais fria e úmida nos padrões climáticos de inverno em grande parte dos Estados Unido. 

O último grande El Nino ocorreu no inverno de 2015-2016. O resultado foi o ano mais quente já registrado em Dakota do Norte, com uma média de 47 graus para Minot em 2016. Um leve El Nino foi declarado pelo CPC no inverno passado, mas não teve um efeito particularmente perceptível no clima de inverno de Mino. 

Não ter El Nino para o próximo inverno não significa que o clima nos próximos meses tenha temperaturas abaixo do normal ou aumento da neve. De fato, a perspectiva de três meses emitida pelo CPC em 15 de agosto exige uma chance de quase 50% de temperaturas mais quentes do que o normal até novembro.